Marina Silva citou desafios ambientais, como perda de habitats, exploração excessiva de recursos naturais, mudanças climáticas, poluição e espécies invasoras. Segundo ela, esses fatores ameaçam a sobrevivência das espécies migratórias.
Em sua fala, o presidente Lula afirmou que a escolha de Mato Grosso do Sul foi estratégica. Segundo ele, o estado é porta de entrada do Pantanal, a maior planície alagável tropical do mundo.
Após anunciar as medidas, o presidente disse que elas representam avanço na conservação do Pantanal. O bioma é um dos menos protegidos do país e está em uma importante rota de espécies migratórias.
“Os anúncios feitos hoje pelo presidente Lula representam imenso avanço na implementação dos compromissos internacionais assumidos pelo Brasil no âmbito da Convenção sobre Espécies Migratórias e de outros acordos multilaterais ambientais, reforçando nosso papel do liderança global na proteção de habitats críticos”, afirma João Paulo Capobianco, presidente designado da COP15 e secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
O presidente também comentou o cenário de tensões geopolíticas.
“No lugar de muros e discursos de ódio, precisamos de políticas de acolhimento e de um multilateralismo forte e elevado. Que esta COP15 seja um espaço de avanços coletivos em defesa da natureza e da humanidade. Muito obrigado”, se despediu o presidente.
Lula veio a Mato Grosso do Sul apenas para o evento e deixou o estado em seguida.
